Gestão de Operações Críticas
Liderança, confiabilidade e decisão sob pressão
Ao final, você saberá estruturar, liderar e defender uma operação crítica: antecipar falhas antes que virem incidentes, tratar erros sem destruir a equipe, decidir sob pressão e reportar a operação ao conselho e à diretoria em termos de risco, custo e continuidade.
O curso está em produção. Entre na lista de espera para ser avisado do lançamento.
Para quem é
Supervisores, coordenadores e gerentes de operações em que falhar custa caro: operações de TI, segurança da informação, infraestrutura, NOC, suporte com SLA contratual e equipes de plantão. Em especial, profissionais técnicos recém-promovidos a gestão.
Por que criei este curso
Quando assumi uma operação crítica, fui procurar formação. Encontrei cursos de ferramenta, de framework e de certificação. Não encontrei nada, em português, sobre o que de fato decide se uma operação falha: como a equipe trata um erro, como se decide sob pressão, como um técnico vira gestor e como se reporta ao conselho e à diretoria.
Esse conhecimento existe, mas está espalhado em livros de aviação, saúde e indústria nuclear. Este curso o traduz para a realidade de uma operação de tecnologia e segurança no Brasil: contratos, SLA, glosa, fiscal de contrato e equipes enxutas. Alguns dos casos são reais, anonimizados.
É o curso que eu procurei e não encontrei.
Como o curso funciona
- Curso gravado
- no seu ritmo
- Cerca de 30 aulas
- de 10 a 15 minutos
- Carga total
- 6 a 7 horas
- 7 módulos
- mais abertura e encerramento
Cada módulo tem quatro partes
- Aulas curtas, de 10 a 15 minutos, para assistir entre um plantão e outro.
- Um caso para discussão, que termina num dilema aberto para você decidir.
- Uma ferramenta prática, pronta para usar na operação.
- Um exercício aplicado à sua própria operação.
Programa
Sete módulos, mais abertura e encerramento. Ao final, você monta o plano de 90 dias da sua operação.
Abertura: por que operações críticas falham
- 0.1 Apresentação: quem sou, de onde vem este curso e como aproveitá-lo
- 0.2 O paradoxo da operação crítica: quando tudo funciona, ninguém vê; quando falha, todos veem
Módulo 1. O que é uma operação crítica
Objetivo: dar ao aluno um vocabulário para enxergar a própria operação como um sistema de alta confiabilidade.
- 1.1 Organizações de alta confiabilidade: o que elas fazem de diferente
- 1.2 Os cinco princípios: preocupação com a falha, relutância em simplificar, sensibilidade à operação
- 1.3 Os cinco princípios (continuação): compromisso com a resiliência e deferência à expertise
- 1.4 Mapeando a criticidade: o que na sua operação não pode falhar, e o que pode
- Caso
- A operação que só aparecia no relatório (operação estável por meses, invisível para a diretoria, até o primeiro incidente grave)
- Ferramenta
- Mapa de criticidade da operação
- Exercício
- Classificar serviços e atividades da própria operação por impacto e probabilidade de falha
- Base
- Weick e Sutcliffe, Managing the Unexpected
Módulo 2. O ofício da operação
Objetivo: dominar os mecanismos do dia a dia que sustentam a confiabilidade.
- 2.1 Fila, prioridade e SLA: o que o contrato mede e o que a operação precisa
- 2.2 Registro é operação: por que o chamado não registrado é uma falha, não um detalhe burocrático
- 2.3 Escalonamento e plantão: quem decide o quê, e quando
- 2.4 Rotinas que previnem: checklist, passagem de turno e verificação proativa
- 2.5 Indicadores que importam e indicadores que enganam
- Caso
- O SLA que estourou no papel (serviço entregue no prazo, mas registrado fora dele, gerando glosa)
- Ferramenta
- Matriz de priorização e escalonamento
- Exercício
- Desenhar o fluxo de escalonamento da própria operação e identificar os pontos cegos
- Base
- experiência prática do instrutor
Módulo 3. Como as coisas dão errado
Objetivo: entender por que falhas graves quase nunca têm uma causa única, e por que "erro humano" é o começo da investigação, não o fim.
- 3.1 A normalização do desvio: como o inaceitável vira rotina aos poucos
- 3.2 Erro humano como sintoma: a visão antiga e a visão nova
- 3.3 Racionalidade local: por que fazia sentido para quem estava lá
- 3.4 Investigação sem culpa: o postmortem que ensina
- Caso
- O atalho que todo mundo usava (procedimento contornado há meses sem consequência, até o dia em que houve)
- Ferramenta
- Roteiro de postmortem sem culpa
- Exercício
- Reanalisar um incidente real da própria operação com a visão nova do erro
- Base
- Vaughan, The Challenger Launch Decision; Dekker, The Field Guide to Understanding 'Human Error'
Módulo 4. Quando alguém erra
Objetivo: sair do dilema entre punir e abafar, e construir responsabilização que fortalece a equipe.
- 4.1 Erro, deriva e violação: três coisas diferentes que pedem respostas diferentes
- 4.2 Cultura justa restaurativa: quem foi afetado, do que precisa, e a quem cabe reparar
- 4.3 Segurança psicológica: por que a equipe esconde problemas, e como mudar isso
- 4.4 Falhas inteligentes, falhas básicas e falhas complexas
- 4.5 A conversa difícil: como tratar um erro com o analista
- Caso
- O analista, o SLA e a reunião (erro repetido de um membro da equipe e a pressão do cliente por uma resposta)
- Ferramenta
- Árvore de decisão de cultura justa (com o teste de substituição)
- Exercício
- Reclassificar os últimos três problemas de desempenho da equipe usando a árvore
- Base
- Dekker, Restorative Just Culture; Edmondson, A organização sem medo e O jeito certo de errar
Módulo 5. Decidir sob pressão
Objetivo: entender como especialistas realmente decidem em situações críticas, e como treinar isso na equipe.
- 5.1 Como especialistas decidem: o modelo de decisão por reconhecimento
- 5.2 Intuição treinada e seus limites
- 5.3 O pré-mortem: imaginar a falha antes que ela aconteça
- 5.4 Comando de incidente: papéis, comunicação e quem fala com o cliente
- Caso
- Sexta-feira, 18h (incidente crítico com o gestor fora, informação incompleta e cliente ligando)
- Ferramenta
- Roteiro de pré-mortem e cartão de papéis no incidente
- Exercício
- Conduzir um pré-mortem de uma implantação ou mudança real
- Base
- Klein, The Power of Intuition (aprofundamento: Sources of Power)
Módulo 6. De técnico a gestor
Objetivo: atravessar a transição que mais quebra líderes de operação: de melhor técnico a responsável pela equipe.
- 6.1 O que muda quando você vira gestor (e o que você acha que muda, mas não muda)
- 6.2 Autoridade não vem do cargo
- 6.3 Liderar ex-colegas
- 6.4 Delegar sem abandonar, acompanhar sem microgerenciar
- 6.5 Disciplina operacional: cobrar padrão sem virar fiscal
- Caso
- O supervisor que continuou apagando incêndio (técnico promovido que não consegue largar a operação)
- Ferramenta
- Plano de transição de 30, 60 e 90 dias
- Exercício
- Mapear onde o próprio aluno ainda atua como técnico e o que precisa delegar
- Base
- Hill, Becoming a Manager
Módulo 7. Estratégia da operação e reporte ao conselho e à diretoria
Objetivo: fazer a operação deixar de ser centro de custo invisível e virar interlocutora do conselho, da diretoria e do cliente.
- 7.1 Estratégia boa e estratégia ruim: diagnóstico, política norteadora e ações coerentes
- 7.2 Meta não é estratégia: como montar o plano da operação
- 7.3 Confiança com o cliente: credibilidade, confiabilidade, proximidade e o foco no outro
- 7.4 Traduzir operação em linguagem de negócio: risco, custo e continuidade
- 7.5 O relatório de uma página para o conselho e a diretoria
- Caso
- O pedido de orçamento negado (gestor que pede recursos em linguagem técnica e ouve um não)
- Ferramenta
- Página única de estratégia da operação e modelo de relatório executivo
- Exercício
- Escrever o diagnóstico e a política norteadora da própria operação
- Base
- Rumelt, Good Strategy/Bad Strategy; Maister, Green e Galford, O conselheiro confiável
Encerramento
- 8.1 Juntando as peças: a operação como sistema
- 8.2 Seu plano de 90 dias
- Entrega final
- Plano de 90 dias da sua operação, integrando mapa de criticidade, fluxo de escalonamento, rito de postmortem e página de estratégia.
Lista de espera
O curso está em produção. Quem entra na lista recebe o aviso do lançamento antes de todo mundo.
Enquanto isso, três ferramentas do curso já estão disponíveis de graça em materiais.